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ADMINISTRAÇÃO MANOEL GOMES DE FREITAS

 

          Na eleição de 03/10/2004, o escolhido para prefeito de Porto da Folha foi o petista Manoel Gomes de Freitas, popularmente conhecido por Manoel de Rosinha, que obteve 8.522 votos, superando seu único oponente, Raimundo Rodrigues, que ficou com 5.356 sufrágios.

          Neste pleito garantiram vaga na câmara municipal: Antônio de Freitas Dória (reeleito com 669 votos), Anselmo Alves Rito (654), Valdemar Alves Néo (reeleito com 621), José Hipólito de Rezende (620), Manoel de Souza Dória (reeleito com 619), Solon Loureiro Feitosa (610), Gilson Pinto Vilela (reeleito com 604), Thiago Moreira de Santana (595) e João Alves de Souza (João Campinho com 497 votos).

          Observa-se, portanto, a extinção de cinco vagas na câmara municipal de Porto da Folha, redução decorrente da nova lei federal que revogou o quadro de vereadores na maioria das cidades brasileiras.

          O prefeito Manoel de Rosinha e seu vice, Dr. José Araújo Leite Filho, assim como a bancada do legislativo, tomaram posse no início de janeiro/2005. A população portofolhense estava convicta da boa administração que faria Manoel de Rosinha, sobretudo pelo fato de ser ele um buraqueiro nato e membro de família humilde.

          Após a transferência do cargo, a comunidade se considerou politicamente privilegiada, principalmente por compartilhar do sucesso petista em ascensão em todo país, pois o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, pertencia ao partido do prefeito e se achava no poder desde 01/01/2003, visto que a governabilidade de Sergipe dentre em breve também pertenceria ao PT, pois o gentil Marcelo Déda Chagas já se apresentava como grande liderança política do Estado ao gerir com competência a prefeitura da capital. Déda finalmente conquistou a simpatia do povo sergipano, vindo a lançar sua candidatura ao governo na eleição seguinte.

          O petista Manoel de Rosinha, ao assumir a prefeitura de Porto da Folha não contou com total apoio do governador João Alves Filho (2003-2007) para por em prática seu plano de governo. Mesmo assim não desanimou, enfrentou obstáculos, porém conseguiu saldar as dívidas da gestão anterior e pleitear melhorias para o município.

          Alguns opositores disseram que o novo gestor não tinha pulso para administrar Porto da Folha. Puro engano, pois este, que de fraco nada tinha, enfrentou os problemas com disposição e honestidade. Agindo com a melhor das intenções ajudou a pobreza quando manteve a meta de aumentar a quantidade de empregos na prefeitura através de concurso público. Nesta gestão Manoel conseguiu concluir diversas obras, entre elas as que se achavam em andamento no final da transição, reivindicando posteriormente recursos para outras mais importantes, A reforma do hospital e pavimentação da estrada que liga Porto da Folha à Ilha do Ouro são exemplos de antigas reivindicações da comunidade.

          Meio a esta primeira prova de competência, Manoel de Rosinha se firmou no rol dos que muito fizeram por esta terra, principalmente na área social. Com isso o povo não teve opção mais plausível senão conceder-lhe mais tarde nova oportunidade de conduzir o município. A maior parte da comunidade portofolhense parabenizou Manoel Gomes de Freitas pela dedicação à sua terra natal. Para o bem de Porto da Folha, em 01/10/2006 Marcelo Déda Chagas, do PT, foi eleito governador de Sergipe, fato que fez elevar a popularidade de Freitas, que logo pôde avançar em duas de suas principais propostas de governo: concluir obras e empregar pessoas da pobreza.

          Dentre as conquistas do município neste mandato, estão o saneamento e esgotamento do Conjunto Residencial Caraíba (execução com verba do governo estadual conclusa em 2007); recuperação total do sistema de esgoto da cidade (conclusão em agosto/2008); rejuvenescimento da Rodovia Pedro Xavier de Melo (trecho da SE-200 entre Porto da Folha e Gararu (execução do governo estadual conclusa em junho/2008).

          Diante do que foi dito, o povo não enxergou outra saída senão conceder ao atual gestor a oportunidade de prosseguir por mais quatro anos na prefeitura para que pudesse dar continuidade ao que havia começado.

 (Por Joaquim Santana Neto em janeiro/2014).