Sua versão do navegador está desatualizado. Recomendamos que você atualize seu navegador para uma versão mais recente.

Detalhes de nossa história

 

Cine Teatro Santo Antônio neste período funcionava corretamente utilizando-se da energia gerada melo motor instalado na Rua ao lado da prefeitura. O cinema, localizado na Rua Gouveia Lima, operava sob a administração do vereador Manezinho delegado e trouxe muita alegria aos habitantes da época.

 

 

 

ADMINISTRAÇÃO

GONÇALO DA SILVA DÓRIA

 

GonçalinhoGonçalinho

 

         Em 03 de outubro de 1950 (terça-feira) ocorreram eleições gerais no Brasil, data em que foram eleitos: o Presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais, governadores, prefeitos e vereadores.

          Meio à vasta confusão, o Sr. Gonçalo da Silva Dória foi eleito prefeito de Porto da Folha.

          Gonçalinho, representante do PR, conquistou o cargo graças ao mérito alcançado na repartição fiscal do município, e o apoio de Manoel de Souza Lima, que também se elegeu vereador, mas o resultado do pleito municipal em Porto da Folha foi notificado posteriormente devido as diversas impugnações de urnas envolvendo Leandro Maciel e Arnaldo Rolemberg, que disputaram palmo a palmo a governança de Sergipe, visto que, como diz o ditado, Leandro ganhou mas não levou.

          Na administração Gonçalinho poucas obras foram verificadas no município. Segundo informações de pessoas da época, o calçamento com lajotas de pedra, partindo da Praça da Matriz até o beco de Joaquim da esquina, esteve em andamento neste período.

          Mesmo diante da grande escassez de recursos gerada pela superação de Leandro Maciel no reduto frente ao recém eleito governador, Gonçalinho foi considerado ótimo prefeito, sobretudo pela constante atenção aos mais pobres da localidade.

          Quase no final desta administração ocorreu o maior desmembramento das terras de Porto da Folha, fato motivado pelo efeito da Lei Estadual nº 554, de 06 de fevereiro de 1954, que veio confirmar a criação dos municípios de Curituba (atual Canindé) e Poço Redondo em cumprimento ao projeto de Lei Estadual nº 525ª, de 25 de novembro de 1953, pelo qual Porto da Folha perderia 64% do seu território para a criação dos mencionados municípios. Naquela ocasião Curituba constava como Segundo Distrito de Paz, ou seja: compartilhava da área portofolhense, possuía sede, porém sem autonomia plena; ao passo que Poço Redondo já se destacava como povoação de nível populacional ligeiramente superior aos demais povoados. A partir desta marcante divisão, Porto da Folha volta a ser Distrito Único, permanecendo seu Termo Judiciário anexo à Comarca de Gararu.

          Periodicamente, o mandato de Gonçalinho foi igual ao do governador Arnaldo Rollemberg Garcez (PSD) na governança de Sergipe.

          Gonçalo da Silva Dória encerrou sua gestão em janeiro de 1955, momento que passou o cargo para o recém eleito Sr. Antônio Pinto de Resende.

          Gonçalo da Silva Dória nasceu em Porto da Folha dia 16/10/1894, era filho de Manoel Gonçalves da Silva Dória e Amélia Maria da Costa Dória. Faleceu dia 19/11/1961 na terra natal deixando apenas uma descendente de nome Amélia..

Por Joaquim Santana Neto (diversas pesquisas, texto reeditado em 07/10/2017).